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Vivendo Borbulhantemente

5 filmes sobre mudanças de vida

09/05/2016
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Algumas mudanças acontecem aos poucos. Outras são radicais, a partir de um determinado gatilho, um plotpoint, nada mais será como antes… Pode ser uma música que remeta a algo importante. Uma quantia expressiva ganha na quina online. Ou um filme que te dê uma ótima ideia.

Aqui vai uma listinha com filmes sobre mudança de paradigmas… Talvez sirvam como um alerta ou simplesmente como diversão, mas são todos ótimos. Será que você já assistiu algum deles?

Mensagem pra você

A dona de uma pequena loja de livros infantis, que pertenceu a sua mãe, muda de vida após a chegada de uma super Megastore bem ao lado do seu ponto comercial. O que fazer? Resistir? Mudar de atividade? Meg Ryan e Tom Hanks mostram que coisas boas podem acontecer a partir de algo ruim. Apaixonante e com ótima trilha sonora. É um filme leve e romântico.

Intocáveis

Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Esse é o fundo da história. O filme aborda com muito sensibilidade como realidades tão distintas, ao se cruzarem, permitem que as pessoas se ajudem mutuamente. Como cada um pode dar uma visão diferente à realidade do outro e assim, de alguma forma, transformar a realidade para melhor. Para quem quer rir e chorar, este é o filme!

Comer, Rezar, Amar

Este filme já é bastante conhecido e mais recente. Mas, se você ainda não viu, não deixe de ver. É baseado em um livro de sucesso sobre uma história real. Uma mulher larga tudo e vai viver uma aventura no outro lado do planeta. Sabe aquele sentimento de que algo não pode mais continuar? Que algo precisa mudar? Pois bem, a protagonista da história decide dar um basta e parte para uma viagem de descobertas e mudanças internas. Com Julia Roberts e Javier Barden.

7 anos no Tibete

Já é um filme mais antigo, mas que vale a pena mencionar. Além de uma linda história e paisagens belíssimas, vale perceber as características distintas dos personagens. O filme mostra como as diferentes posturas diante das dificuldades e adversidades da vida trazem vivências completamente diferentes. Brad Pitt interpreta justamente o personagem que apresenta mais dificuldade em adaptar-se à nova realidade. Além de ter mais dificuldade em respeitar a nova cultura em que se insere. Mas, os anos passam e ocorrem as transformações e os aprendizados. Uma boa reflexão para quem quer mudar de país!

O Teorema Zero

Se você já gosta de filmes mais futuristas, caóticos e com uma certa dose de ficção científica…este filme é para você! Um funcionário muito estressado pede para mudar de local de trabalho. Ele acredita que trabalhando em casa vai conseguir ter uma vida mais tranquila. Mas é exatamente nesta mudança que sua vida se transforma num caos.

Faça suas escolhas e divirta-se.

A melhor maneira de realizar seus sonhos é…

09/12/2015
Abra os olhos

Você já parou para pensar quantas oportunidades já perdeu? E olha que não estou falando daquelas que foram apresentadas escancaradamente a você. Falo daquelas que estão nos detalhes, nos suspiros, nas frações de minutos que permitem gerar encontros, desencontros, abrir mundos e expandir limites. Esteja certo que todos nós perdemos muitas oportunidades todos os dias quando simplesmente nos contentamos em executar sempre o mesmo ritual diário, respirando o mesmo ar, na mesma cadência, com o mesmo olhar.  Acordamos, tomamos café, saímos correndo para o trabalho…tudo isso dentro de nosso próprio mundo interno e externo. Fazemos sempre o mesmo caminho para o trabalho, paramos nos mesmos locais para comprar um lanche. Subimos no elevador em silêncio, rodeados de pessoas que estão fazendo exatamente a mesma coisa. Uma vez ou outra alguém improvisa, decide puxar uma conversa com você…quantas dessas vezes você tentou ser breve, desconversar ou até sair pela tangente o mais rápido possível. “Que coisa chata e estranha um desconhecido conversar do nada…contar sua vida…abrir seu coração no meio do ônibus, de uma fila do banco, sem mais nem menos. Com certeza, não deve bater bem da cabeça”.

Quando falamos em mudar de vida, não imaginamos como essa mudança está tão ao nosso alcance. Não imaginamos como a vida nos lança milhões de oportunidades em cada fração de segundo de nosso cotidiano frenético. A regra geral, é claro, é viver com a mente fechada e os olhos vendados. Reclamando da pobre coitada da vida. Nos lamentando por tudo que gostaríamos de ter, sem conseguir enxergar tudo que realmente está ao nosso alcance. É preciso reconhecer: há abundância em todos nós e em nossas vidas, independente da realidade que estejamos vivendo. O grande desafio é se conectar com essa abundância.

Bruno e eu, nesse nosso processo de mudança para o Uruguai, buscávamos uma vida mais humana, mais lenta, com mais respirações, mais contato com pessoas como nós. Durante muitos meses conversamos e lemos sobre a importância de imaginarmos (meditarmos) o estilo de vida que queríamos. De sentirmos a energia positiva vinda dessa nova realidade que buscávamos. Isso nos permitiria nos conectarmos com a energia de outras pessoas e, principalmente, de oportunidades da vida que estariam no mesmo nível vibracional. Por isso, adotamos o hábito e todos os dias meditamos, imaginamos, desejamos e sentimos aonde queremos chegar. Sim, todos os dias! Mas, neste final de semana, algo aconteceu. Nossos olhos se abriram. Enxergamos a nossa volta.

Para vocês entenderem, preciso comentar que em março deste ano, há nove meses, Bruno foi ao parquinho com o Martin. Lá, Martin fez amizade com uma menininha que estava com sua mãe. No desenrolar das brincadeiras das crianças, estabeleceu-se uma conversa entre os adultos. No final dessa conversa, a mãe da menininha convidou para irmos tomar um café na casa deles. Houve troca de telefones e pronto, o encontro se concretizou num sábado à tarde. Fomos sem ter a mínima ideia do que nos esperava, apenas sabendo que iríamos nos encontrar com um casal, que assim como nós, tinha um filho pequeno. Um tipo de situação minimamente inusitado nos dias de hoje. É raro alguém que não te conhece tomar essa atitude. Mais ainda entre gêneros diferentes. Ah, se poderíamos ter recuado? Sim! Desconversado? Sim, também! Julgado a atitude como estranha, e muitas outras coisas mais? Sim, novamente! Mas, fizemos o oposto. Prestamos atenção a essa oportunidade que a vida estava nos lançando. Tínhamos diante de nós a chance de fazermos novos amigos.

Hoje, essas pessoas são nossos grandes amigos e nos permitiram abranger mais ainda nosso circulo de amizades por aqui. E neste final de semana, participamos de um grande encontro com todos. Foi tudo simplesmente humano, descomplicado, verdadeiro, tenro e extremamente gratificante. E aí caiu a ficha…aquilo que tanto desejamos está acontecendo. Estamos nos conectando com pessoas que estão em sintonia com o que queremos. Começamos a perceber que as pessoas que fazem parte desse grupo, praticamente todas, possuem uma vida incomum…com histórias diferentes e planos variados para o futuro. A conversa flui, há um carinho e cuidado com o outro, um interesse por conhecer, por entender, por aprender com tantas experiências de vida inusitadas.

E a porta para vivenciarmos tantas experiências interessantes com esses amigos foi aberta pela vida em uma pequena fração de minutos, em um parquinho de Montevidéu, em um horário habitual, em um dia corriqueiro. Poderia não ter dado em nada. Martin teria brincado, ele e Bruno teriam voltado para casa e nós continuaríamos sonhando em nos conectarmos com gente como a gente.

Essa foi uma das oportunidades que conseguimos enxergar…com certeza muitas outras ainda estamos perdendo. Perceber a abundância em nossa volta é difícil, mais ainda quando estamos preocupados com nossos próprios botões. Quando estamos preocupados mais com o que está faltando do que com o que temos presente em nossas vidas. Portanto, a melhor maneira de você realizar os seus sonhos é abrir os olhos para as oportunidades. Há uma frase que resume tudo isso muito bem: “quando mudamos a forma de ver as coisas, as coisas simplesmente mudam”.

Forte abraço

Melissa

Terminamos! Apresentando a música-tema do Vida Borbulhante!

03/06/2015
Vida-clipe

E quem não ama música?! Tá certo, cada pessoa tem preferência por um estilo. Alguns gostam de ouvir a todo volume, outros gostam dela suave, apenas se fazendo notar. A bem da verdade, a música traz um quê a mais nos momentos mais comuns e cotidianos. Um filme sem música, não é um filme. Quentin Tarantino, diretor americano, sempre fala que ele escolhe a música antes de pensar no filme. A trilha sonora é fundamental. Diga-se de passagem que todos os filmes dele têm excelente trilha sonora.

Sem sombra de dúvidas, a música foi uma propulsora de meu elo com o Bruno. Ele toca violão, gaita, bambu-sax (esse último, ele ainda está tentando, risos)… Quando começamos a namorar, com certeza, o violão foi um instrumento de conquista! Ele jura de pé juntos que não estava mal intencionado…Tá, quem aqui é mulher, levanta a mão se acredita nesse papo furado! (risos)

Mas, enfim, desde que estamos juntos, tivemos muitos momentos ao redor da música. Seja em casa, saindo para dançar, ou nos aventurando no mundo da composição. Dentre várias composições e brincadeiras, é impossível não mencionar três que são muito importantes para mim.

A primeira música é a que compusemos juntos para nosso filhote Martin. Nela, contamos nossa história, elementos de nossa vida que simplesmente precisavam ficar registrados (como o morcego e os abacates no nosso apartamento) e como o Martin foi amorosamente planejado. Eu amo essa música. Entoamos ela desde que o Martin ainda estava na barriga. E, hoje, quando tocamos, parece que ele já reconhece e se identifica. É o máximo!!

A segunda composição, de autoria do Bruno, foi em homenagem à amamentação. Na realidade, Martin sempre foi um super mamador…brincadeira vai, brincadeira vem, surgiu a ideia: “ei, por que não fazemos um blues sobre a amamentação?” E, assim, foi criado o “Mamá Blues”. Divulgamos na internet bem na semana mundial do aleitamento materno. E não é que o pessoal do Ministério da Saúde ouviu e nos chamou para cantar no lançamento da campanha?! Nem preciso falar da emoção!!

E, depois, veio a composição que estamos lançando hoje. Impossível não compor uma música relacionada ao blog e a essa experiência “doida” que estamos vivenciando. Bruno, mais uma vez, arrasou na composição. Eu sou câmera-woman, figurinista, roteirista, animadora…(risos)… banco a avaliadora, sugiro ajustes, dou uma de entendida…

Portanto, cliquem no video abaixo e conheçam a mais nova produção ulta-caseira, intitulada “Vida Borbulhante”, outro nome não poderia ter, não é?!

O mais importante dessas experiências é que elas nos permitem criar, ficar mais tempo em volta da música e de instrumentos musicais e, de certa forma, nos permitem registrar de um jeito único nossa vida. Para nós, isso é borbulhante. Indiscutivelmente, saímos de nossa zona de conforto, e sempre dá um frio na barriga, uma sensação de ridículo, mas, #$&*+@, quem tá na chuva é para se molhar, não é?!

Ah, e o mais gostoso de tudo isso, sabe o que é?! Ver o Martin, com seus 18 meses, sacolejando o esqueleto até com o barulho da máquina de lavar. Acho que, desde pequenininho, ainda na barriga, ele se contagiou com as farras de seus pais…

Abraços

Melissa

É muito bom estar de volta!!!

01/04/2015
Montevideoimagem

Ok, já estamos há algumas semanas sem escrever nenhum post…na realidade, estamos há exatamente seis semanas sem escrever. Nossa, quanto tempo e como ele passou voando. O eterno clichê de que o tempo passa rápido demais, não é?! Para nós, essas semanas foram muito intensas devido a tantos fatos e acontecimentos que ocorreram. Sim, nos mudamos, finalmente, para Montevidéu. Estamos instalados em um apartamentinho quase de frente para o mar, em um bairro lindo chamado Pocitos. Tivemos que comprar algumas coisas, instalar internet, fone. Conhecer as redondezas. Descobrir aos poucos o mundo que nos rodeia, algo muito importante para quem não tem carro.

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Punta del Este e suas casas sem número

18/02/2015
Punta del Leste - Mosaico
Aparentemente uma casa comum... quase isso!

Aparentemente uma casa comum… quase isso!

Faz pouco mais de uma semana que chegamos e, finalmente, começamos a sentir um certo distanciamento de nossa “vida anterior”. Desde dezembro, estávamos vivendo uma fase de transição, que não acabou ainda, diga se de passagem e, embora já tivéssemos saído do trabalho e de nosso apartamento, a vida em Brasília estava muito parecida com o que estávamos acostumados. Após nossa chegada, surgiram desafios e decisões associadas à mudança. Finalmente veio a sensação de que estamos começando algo novo.

Antes de nos estabelecermos em Montevidéu, decidimos passar umas semanas em Punta del Este com um duplo objetivo: desfrutar de um dos balneários mais conhecidos do mundo e preparar nossa mudança, digamos, definitiva para a capital (na prática, escolher uma boa moradia). Daqui, temos condições de conversar melhor com as pessoas, fazer telefonemas etc etc.

Punta del Este é o principal destino de uruguaios, argentinos e gaúchos no verão. Também atrai muitos europeus e brasileiros de outros Estados. Não é por acaso. Existe uma energia muito particular aqui no verão (já estive aqui no inverno e é beeem diferente). Clima agradável, gente de bem com a vida, passeando e curtindo a praia. Agrada tantos jovens baladeiros como famílias numerosas que se sentam nas varandas de suas casas ou apartamentos e ficam batendo um bom papo,  temperado por empanadas e mate, até altas horas. Tem fama de atrair ricaços, e famosos de diversas origens batem ponto por aqui.

Existe, contudo, uma característica das mais divertidas: as casas que se espalham pela cidade não tem números nas portas, mas nomes. E, se eu entendi bem, é o dono da casa escolhe o nome dela. Então, ao pedir uma pizza, por exemplo, o sujeito liga e pede “uma pizza grande na casa ‘Encantada’ (nome fictício, acho) que fica na Avenida Brasil (nome real de uma rua daqui)”.

É interessante caminhar por aqui e observar os nomes das casas: “Madrugada”, “Nirvana”, “Meu Lar” (sim, em português mesmo)… Num desses passeios, fiquei refletindo sobre os nomes e tentei imaginar qual seria a história por trás de cada um deles. Mais que isso, qual seria a história dos donos das casas?

Punta del Leste - Mosaico

Imagino que, por trás de cada nome, existe uma história interessante, um lugar, uma pessoa marcante, uma experiência especial…Me peguei imaginando um casal conversando sobre o nome de sua casa. Acho que esse exercício de repassar sua história, buscar momentos marcantes e sintetizar tudo isso num único nome ajuda a dar consciência sobre a nossa vida, nossa história, lutas, conflitos, alegrias. Talvez devêssemos fazer isso com mais frequência…

Nosso apartamento em Brasília foi “postumamente” batizado de “Pura Vida.

Já a nossa próxima morada, aqui no Uruguai, veremos… :)

E você? Já pensou em que nome daria para a sua casa?

 

Bruno
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CHEGAMOS!!!

11/02/2015
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Bom, este é um post que deveria ter sido escrito antes de viajarmos, mas foi tudo tão intenso que o tempo simplesmente voou. Nossa última semana em Brasília foi basicamente recheada de arrumações e legalização de documentos, Idas ao cartório, ao MRE e à Embaixada do Uruguai. Tentamos fazer os trâmites com antecedência, mas foi um vai e volta às instituições…quando não faltava um carimbo, faltava um documento, e assim chegamos à última semana ainda com algumas pendências.

Considerando que, com a mudança, já havíamos reduzido bastante nossos pertences, até que não foi tão difícil assim arrumar as malas. No entanto, apesar disso, definir o que trazer e como trazer foi um exercício de engenharia (risos), pesando malas, buscando formas de ocupar melhor os espaços, fazendo a seleção fina do que iríamos usar e o que realmente era supérfluo. Resumo da história, viajamos com três malas, duas bolsas de sacoleiro (risos), duas mochilas, o violão, a cadeirinha de refeição do Martin (é uma cadeirinha especial dada pelos avós Marilene e Reinaldo) e o carrinho. Trouxemos também o novo amigo do Bruno, seu Bambusax. Claro que tentamos de todas as formas evitar o excesso de bagagem, mas não teve jeito…tudo bem, faz parte, não é?! Já estávamos psicologicamente preparados :)

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E isso é tudo o que sobrou!

O que nós não esperávamos de jeito nenhum é que fôssemos encarar uma mudança tão grande de forma tão natural. Em nenhum momento nos sentimos prestes a mudar de cidade, muito menos de país. Nenhum friozinho na barriga, nenhuma borboleta no estômago…nada… Era como se estivéssemos saindo para uma viagem de férias qualquer. Talvez, com todos aqueles anos viajando a trabalho, tenhamos adquirido algum tipo de imunidade às adversidades provenientes de choques culturais! Ou, então, talvez pelo fato de a viagem ser tão rápida (2h30 min), e de ficarmos conectados virtualmente com nossa realidade brasiliense, não tivemos um sentimento de grande mudança. A verdade é que quando percebemos que esse sentimento (ou essa ausência de sentimento) era comum a nós dois, caímos na gargalhada! Será que estamos mesmo perdendo o juízo?!

Quando saímos do aeroporto e nos deparamos com nossa “nova casa”, quando vimos os rostos de nossos “anfitriões”, finalmente caiu a ficha! É aqui que vamos viver! É difícil traduzir os sentimentos em palavras, mas foi uma espécie de medo do que está por vir. Será que seremos bem-sucedidos nessas terras? Ao mesmo tempo, sentimos uma enorme vontade de fazer as coisas darem certo…

Optamos por fazer de ônibus o deslocamento do aeroporto para Punta del Este, onde passaremos o primeiro mês. Aqui no Uruguai, o sistema de transporte terrestre é muito bom. Tem até wifi dentro do ônibus, e eles são muito cômodos e ágeis. A viagem foi razoavelmente tranquila. Como é verão, o ônibus estava cheio de estrangeiros: franceses, venezuelanos, sérvios, brasileiros. Interessante observar que, quando os viajantes se juntam, pessoas que obviamente estão fora de seu hábitat natural, de sua zona de conforto, conversas ocorrem naturalmente. Há uma busca por uma ambientação. Cruzar os mundos, tirar dúvidas, conectar-se com os demais, situar-se nessa nova realidade e coletar informações acontecem naturalmente. Instinto de sobrevivência. Eu acho essa mistura de realidades e pessoas muito gostosa.

Chegamos no apartamento que alugamos. A senhora Cristina, a proprietária, estava nos aguardando. Ela foi de uma simpatia e amabilidade ímpar. Ah, ela gosta de conversar, aqui as pessoas são comunicativas, desconhecidos conversam com você com facilidade. É muito legal, não há aquela desconfiança que presenciamos algumas vezes no Brasil. Do tipo “por que essa pessoa está falando comigo se não me conhece?!”. Aqui, naturalmente, as pessoas se falam, compartilham suas histórias de vida, emitem comentários e elogios com facilidade. Martin, então, é o que recebe mais elogios e chama a atenção para nós três (risos), por que será?!

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O novo amigo inseparável do Bruno

Bom, instalados no apê, atualmente estamos vivendo o desafio da organização. Já temos mil e um planos e desejos para o blog e demais estudos/trabalhos que vamos fazer à distância. Mas, a organização da nova vida, a demanda de um pimpolho pequeno e o processo de “situar-se” em uma nova realidade estão preenchendo nosso tempo. Ok, já sei, faz pouco que chegamos…estamos ansiosos para entrar na nossa dinâmica de vida e isso tem atropelado um pouco o tempo necessário para a adaptação.

Decidimos que queremos estabelecer um cotidiano que inclua exercícios, meditação, alimentação saudável, trabalho, lazer, momentos a sós e momentos em família. Sinceramente, acho que é possível ter tempo para tudo, mas, é preciso manter o jogo de cintura e moderar a flexibilidade em conjunto com a disciplina. Falando assim, parece fácil, não é?! Bruno e eu temos a tendência a nos colocar muitos desafios, vamos ver se vamos dar conta de todos eles!

Enfim, acho que este é um dos primeiros posts que na realidade não leva a nenhum lugar definido, nem a qualquer reflexão em especial. É um post sobre a vida vivida, a vida vivendo e a vida por vir. Quem sabe ele traduz um pouco esse sentimento que mencionei acima, muitas novidades, ansiedade de fazer acontecer e…e, algo mais que ainda não conseguimos definir o que é.

 

Melissa
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O que será de 2015?

01/01/2015
Previsões 2015

Prevejo que 85% das pessoas vão passar o ano de 2015 insatisfeitas com o próprio trabalho. Não se trata de astrologia ou de algum tipo de “vidência”. É estatística! Esse número me assusta. Já pensou como seria o mundo se fosse o contrário, se 85% das pessoas amassem o que fazem? Será que o IBH Mundial (Índice de Bom-Humor) não seria bem maior? E se extrapolarmos nossa imaginação e sairmos do âmbito exclusivo do trabalho? Como seria o mundo se 85% das pessoas estivessem satisfeitas com a própria vida, tanto no trabalho, quanto nos relacionamentos, nas conquistas pessoais…

Imaginem 85% das pessoas acordando cedo, em plena segunda-feira, felizes da vida, sem reclamar. Aí você toma um belo café da manhã, pega seu carro e vai dirigindo até o trabalho. As ruas tranquilas, ninguém estressado. De repente, aquele sensato motorista de ônibus te dá uma fechada, você põe a cabeça pra fora e grita: – Vai tomar… Vai tomar …um café lá em casa!!! O motorista olha sorrindo pra você e diz: Desculpe pela fechada!!! Mais tarde eu passo lá!

Tá bom…. Isso não é previsão nem para o ano 2300, mas é um bom exercício de imaginação. Já que não dá para fazer com que o nosso IBH seja elevado, e desfrutar de um mundo melhor, queremos, pelo menos, fazer parte daqueles outros 15%, e fazer o NOSSO mundo melhor.

Antes das previsões, vale fazer uma breve retrospectiva. Iniciamos 2014 com o Martin recém nascido. Nossas expectativas e promessas foram praticamente todas ligadas à maternidade/paternidade. Embora já tivéssemos conversado sobre a possibilidade de uma mudança, há exatamente um ano, não fazíamos a menor ideia de que embarcaríamos numa “aventura” tão grande.

Sinceramente, não me lembro bem o momento em que o gatilho foi puxado, e nem qual foi a “gota d’água”. As coisas foram se construindo lentamente. Fomos ficando insatisfeitos com o trabalho, tínhamos um desejo cada vez maior de passar mais tempo com o Martin, e ter tempo de qualidade para nós mesmos. Passamos a conversar mais sobre os propósitos da vida, e sobre nosso papel no mundo. Que exemplo gostaríamos de deixar para nossos filhos? Ao final da vida, que tipo de arrependimentos seriam “insuportáveis”?

Lá por meados de maio, numa dessas conversas à mesa do café da manhã, a Melissa me perguntou: “Então, vamos para o Uruguai?”. Não deixei a oportunidade passar! No fundo, sempre quis fazer isso (não exatamente morar no Uruguai, mas mudar de vida), e não haveria melhor momento no futuro. Não haveriam melhores companheiros de vida para essa aventura! E, de conversa em conversa, a coisa foi se construindo. Cada TED Talks proporcionava um monte de debate. Alguns intensos e calorosos. Nossa literatura, que, naquele momento, era praticamente toda voltada à criação de filhos, ganhou novos autores. Passamos a acompanhar blogs de pessoas interessantes. Ficamos antenados a notícias que antes passavam batido. Nossa percepção do mundo a nossa volta, e também do mundo distante de nós, mudou. Nossas antenas estavam sintonizadas numa frequência diferente.

O Blog saiu na marra. Pesquisamos as tecnologias disponíveis. Pensamos em inúmeros nomes diferentes. Foi um processo interessante. Nossa primeira opção (o Blog se chamaria “Bora Viver”) já estava registrada. Acho que foi sorte. Apesar de não ter sido nossa primeira opção. Acho que acabamos acertando na mosca. O que nós queremos de verdade é ter uma vida borbulhante!

A ideia (ainda não me acostumei a escrever ideia sem acento…) era (ainda é) fazer um registro de nossa experiência, além de nos conectarmos com pessoas que estivessem passando por momentos de vida parecidos. Sabíamos que escrever sobre o que estávamos vivendo poderia motivar outras pessoas e, sobretudo, a nós mesmos. Marcamos uma data limite para o lançamento, e colocamos ele no ar enquanto ainda aprendíamos a lidar com um mundo novo que se abria (e ainda se abre) diante de nossos olhos.

Foi um ano intenso em que, apesar de ainda estarmos vivendo no “modelo antigo”, nos vimos protagonistas de nossa própria vida, fazendo nossas próprias escolhas, construindo sonhos e tornando-os realidade. Foi Borbulhante!!

E 2015? Como será? O que esperar? Pela primeira vez na vida, inicio um ano sem ter a menor ideia de como terminará. Não sei onde estarei morando, não sei de onde estarei tirando meu sustento, não sei com que mundos o meu mundo vai cruzar. Mas sei que vai dar certo, mesmo se não der certo!

Em fevereiro, embarcaremos. Prevejo muita coisa boa e interessante. Prevejo que vou passar frio, e eu odeio frio! Vamos iniciar a concretização de vários pequenos projetos que já estamos preparando há algum tempo. Mas também prevejo dificuldades, muitas dúvidas e medos. Eles sempre estiveram presentes, e, quando estivermos no Uruguai, provavelmente virão de forma mais intensa. Estamos cada vez melhores em lidar com esses sentimentos!

Prevejo que, seja lá o que aconteça, 2015 será um divisor de águas em nossas vidas, e que não terminarei arrependido de nossa decisão. Só isso já me deixa bastante feliz. Esse é apenas o primeiro passo para fazer parte daqueles 15% …

Bruno
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Que “M”…!! Saí da zona de conforto, e olha no que deu…

19/11/2014
Zona de Conforto 2

Para quem não sabe, antes do blog nascer, criamos uma página no Youtube para postar um vídeo que fizemos em apoio à campanha da amamentação 2014. Tudo surgiu de uma brincadeira. Eu estava cantarolando com o violão enquanto a Melissa amamentava, e ela teve a ideia de fazer uma música sobre o tema. Com a chegada da Semana Mundial do Aleitamento Materno, a ideia ganhou o impulso que faltava. Em um final de semana, fizemos a letra e a música, e gravamos com a câmera de um celular. Abrimos mão do perfeccionismo e do detalhismo que nos é comum e postamos no youtube.

Aí veio a parte mais curiosa. Nós dois somos reservados. Ao mesmo tempo em que queríamos mostrar o resultado de nossa dedicação, tínhamos certo receio da reação das pessoas. Ao mesmo tempo em que queríamos que o vídeo fosse visto, nos sentíamos vulneráveis com a exposição nesse mundo virtual. Bom, considerando que estamos em busca de borbulhas nesta vida, um pouco de ousadia poderia nos fazer bem. Respiramos fundo e subimos o vídeo.

Próximo passo, claro, divulgação. Enviamos o link para algumas pessoas e postamos no Facebook. A primeira reação positiva fora do círculo de amigos foi da Chris Nicklas, do Amamentar é , que compartilhou o vídeo. Apenas alguns dias depois, já tínhamos algumas centenas de visualizações (já descontadas as nossas cinquenta e tantas…:). As reações foram relativamente tímidas, mas todas muito positivas. Sentimo-nos satisfeitos com o resultado até então.

Dois dias depois, lá estava eu dando banho no nosso pequeno Martin, quando a Melissa grita de longe:

– Brunoooo, você não vai acreditar!

– O que foi? (já com receio de receber uma má notícia),

Melissa chega toda alegre/pálida/eufórica/assustada no banheiro (sim, só as mulheres conseguem expressar um conjunto de sentimentos de uma só vez!)

– O Ministério da Saúde está nos convidando para participar do evento de lançamento das campanhas publicitárias sobre amamentação

– Uiiii Papai!!  Que legal!!!

Claro que nos sentimos honrados com o convite, aceitamos com a maior felicidade do mundo! No dia do evento é que ficamos descobrindo que um amigo da Melissa  divulgou o vídeo, que foi bater nos organizadores do evento de abertura das Campanhas (Valeu, Henrique!).

A partir disso, vivemos várias situações bem interessantes e inusitadas. Ao chegarmos no auditório do Zona de Conforto 4Ministério, as pessoas se aproximavam nos chamando pelo nome sem nunca termos nos visto. – “Ohhhh esse é o Martin”?  Todos nos trataram com extremo carinho e atenção. Em meio a um pouco de nervosismo e muita emoção, apresentamos nossa música na abertura do evento. A Melissa deu um depoimento emocionado, que levou alguns dos presentes às lágrimas. Recebemos palavras elogiosas das autoridades e do próprio Ministro de Estado. Sentimo-nos acolhidos, abraçados, e percebemos que nossa iniciativa sensibilizou as pessoas. Sempre fui meio tímido em eventos sociais, mas eu nunca cumprimentei tanta gente numa mesma ocasião, e nunca me senti tão à vontade.

Zona de Conforto 1Não ganhamos um centavo para estar ali, mas desfrutamos daquilo como poucas coisas na vida. Vimos nosso esforço recompensado e parabenizado. Sentimo-nos vivos, úteis e felizes em colaborar com uma causa na qual tanto acreditamos. Essa experiência nos confirmou que vale a pena fazer coisas com paixão e se arriscar um pouco.

E não precisa nem fazer uma música ou nada muito extravagante. As oportunidades aparecem no nosso dia-a-dia. Há algumas semanas, por exemplo, percebemos que o apartamento abaixo do nosso estava com novo morador. Queríamos nos apresentar a ele, oferecer ajuda a uma eventual adaptação, criar algum laço com o novo forasteiro. Como já estávamos começando a vender os móveis do apartamento, tínhamos uma boa desculpa. Tentamos tocar o interfone, mas ninguém nunca estava em casa… Descobrimos que o vizinho era, na verdade, uma vizinha, e decidimos deixar um recadinho debaixo da porta com nossos contatos. Vejam bem, esse movimento não é nada comum em Brasília Chegamos a nos perguntar: – “E se estivermos sendo inconvenientes?” Mas, não é que ela respondeu? Não é que ela é supersimpática e adora um bom papo!? Nossa nova vizinha, Mariana, é carioca, engenheira como nós, e triatleta. O encontro demorou um pouco, mas aconteceu.  E além de iniciarmos uma conexão nova com alguém interessante, ela acabou comprando um monte de coisas!!! Nada disso teria acontecido se tivéssemos parados na fase do “e se…?”

Antes de iniciarmos um movimento novo, um passo rumo ao incerto, não se passa pela nossa cabeça a quantidade de pessoas que vamos conhecer, de situações novas que vão acontecer e, até, das oportunidades que vão surgir. Novos desafios nos permitem crescer e amadurecer. As vivências são processadas, assimiladas e acumuladas.

Pense bem, o primeiro beijo, o primeiro emprego, uma grande amizade, uma aventura… tudo isso acontece somente depois que saímos do nosso quadrado, depois que abrimos mão da segurança e nos lançamos para fora de nossa zona de conforto…

Ah, e caso você esteja se perguntando, o “M” lá de do título é de “Maravilha”!!

 

Bruno

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O que acontece enquanto você está no trabalho? Você sabe?!

01/10/2014
Foto: Ricardo Selling

Modo “ativar” em ação! Hoje faz uma semana que estamos com uma nova dinâmica de vida. Nossa ida para o Uruguai está prevista para fevereiro de 2015, mas já temos mudanças mais concretas se iniciando!!

Foto: Ricardo Selling

Foto: Ricardo Selling

Há um mês e meio, fomos informados no trabalho que não poderíamos mais fazer um horário alternativo (cumprindo nossas oito horas diárias, mas chegando mais cedo para poder sair mais cedo). Fomos informados da obrigatoriedade de realizar carga horária das 9h às 19h. A partir daí surgiu mais um impasse da nossa “super vida moderna incoerente”…

A babá do Martin mora há 40 km de nossa casa, leva duas horas (quando não tem acidente ou engarrafamento ou chuva) para chegar em casa. Transporte público em Brasília…hum, oi?! Transporte o que mesmo?!

Resumo da ópera, babá dispensada e Bruno e eu nos alternando para cuidar do Martin. Sorte nossa que temos muitas férias acumuladas.

Essa nova dinâmica de vida já trouxe o gostinho do que está por vir. Vida fisicamente mais agitada, o tempo voando, Martin interagindo cada vez mais conosco e estamos podendo enxergar tudo ao nosso redor com novos olhos. É muito interessante observar a vida que flui enquanto estamos no trabalho.

A quadra (bairro para quem não é de Brasília) tem ruídos e um fluxo de pessoas completamente diferente dos finais de semana. Crianças vão e vêm da escola, quando não estão embaixo do prédio brincando. É uma gritaria tão gostosa! Traz lembranças de minha infância.

Vizinhos ficam um certo tempo embaixo do prédio, conversando, sentados em um banco. Volta e meia estou eu lá, com o Martin engatinhando…batemos altos papos juntos! Como é bom se sentir pertencente a uma comunidade. Sim, nosso prédio não deixa de ser nossa comunidade!

Sem falar de que por volta das 18h passa a senhora da pamonha, gritando “pamonha, quentinha, pamonha!!! curauuuu de milhooooo”. Martin que já está super por dentro da dinâmica da quadra, em seguida que escuta, para tudo e aponta para a rua e fala “uuuhhuuu”. Acho que ele tá é pedindo pamonha gente!!! (risos)

Ah e tô esquecendo da vizinha misteriosa que chega cedinho da manhã com o som à toda, e desce do carro cantando!! Suspeito que seja alguém que estava de plantão… Temos também um vizinho aprendiz de tenor….esse já nos propicia alguns momentos difíceis (risos). Mas admiramos a perseverança e entusiasmo nos estudos!

Enfim, para onde todas essas pessoas vão nos finais de semana? Sábado e domingo são muito mais pacatos e sem graça do que os dias de semana. Parece que todo mundo vai para outro lugar e nós ficamos com a sensação de que algo fica faltando.

Já pensou quanta vida flui enquanto estamos sentados na frente de um computador? E na casa de vocês, como é? Tem passarinhos? O caminhão do lixo passa a que horas? Tem pamonha por aí também?! Opa, pode ir passando um cafézinho que eu tô chegando!

 

Melissa

 

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